Membros da Corte rendem homenagens à desembargadora Ana Amarylis pela aposentadoria
Uma tarde de muita luz. Assim se pode definir o encontro dos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, na tarde desta quinta-feira, 2/7, na última sessão administrativa ordinária do Pleno de que participou a desembargadora Ana Amarylis Vivacqua de Oliveira Gulla, antes de sua aposentadoria, prevista para o dia 31 de julho. Conduzida pela presidente, desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, a sessão foi marcada pelas homenagens dos membros da Corte à desembargadora que dedicou mais de 37 anos de sua vida à magistratura do TRT-15, sendo os últimos 20 anos no segundo grau. A magistrada integra o quadro dos juízes do trabalho aprovados no primeiro concurso da 15ª, e foi empossada em primeiro de dezembro de 1988.

Em seu discurso, a presidente Ana Paula Lockmann ressaltou, com palavras de muito carinho e respeito, a trajetória profissional da homenageada, que “ao longo dessas quase quatro décadas, viu este Tribunal crescer, ampliar sua atuação, enfrentar desafios e consolidar sua importância institucional, e mais do que testemunhar essa trajetória, ajudou a construí-la”. Como ela mesma afirmou, porém, não iria “revisitar as inúmeras etapas desse percurso. Prefiro falar da pessoa com quem tive e tenho o privilégio de conviver e compartilhar importantes momentos da vida institucional desta Casa”.
A presidente acompanhou de perto a atuação da colega Ana Amarylis, especialmente na Ouvidoria da Corte, na Vice-Presidência Administrativa, e ainda quando ambas integraram a Administração do tribunal, Ana Amarylis na Presidência e Ana Paula na Corregedoria Regional. Em todos eles, pôde atestar a grande sensibilidade e a capacidade de diálogo da colega, de quem se tornou ainda mais próxima no biênio 2020-2022, quando ambas compartilharam com outros membros da Administração “a responsabilidade de conduzir o tribunal em um dos períodos mais desafiadores da história recente, marcado pelos impactos da pandemia e pelos desafios da retomada gradual das atividades presenciais”.
“Gestora comprometida, magistrada experiente e pessoa sensível, Ana sempre foi muito decidida, independente da questão ou dificuldade que lhe era apresentada”, afirmou a presidente. Seu mantra, principalmente nos momentos mais difíceis, era “tenho que reflexionar!, e logo depois retornava com a melhor solução”.
Entre suas virtudes mais marcantes, segundo a presidente, destacam-se “a firmeza com profundo respeito, uma das características que melhor definem sua trajetória: a compreensão de que as instituições são feitas de pessoas; pessoas que precisam ser ouvidas e valorizadas”. Mas também sua espiritualidade. “Sem alarde, sem qualquer necessidade de afirmação. Ela se revela nos gestos. Na serenidade. Na esperança que transmite aos que a cercam. E naquela palavra de incentivo ou de carinho que chega exatamente quando alguém mais precisa”, destacou.
Em todas as diferentes dimensões de Ana Amarylis, uma característica permaneceu constante: a capacidade de estabelecer conexões genuínas, e como ela mesma costuma dizer “é preciso construir pontes”. Não apenas com tijolos institucionais, “ela as constrói com a sensibilidade dos poetas. Afinal, quem conhece a nossa homenageada sabe que, além das sentenças e acórdãos, sua alma se expressa na beleza das palavras escritas, nos livros que publicou e na doçura com que sempre acolheu, através da poesia, tantos colegas que aqui também se despediram”, concluiu a presidente.

Homenagem dos pares

A desembargadora Gisela Rodrigues Magalhães de Araujo e Moraes, amiga de mais de 40 anos de Ana Amarylis, usou a tribuna para render sua homenagem à colega, em nome dos membros da 1ª Seção de Dissídios Individuais, com a entrega de um arranjo de orquídeas. Em suas palavras, foram anos de construção de “uma relação de confiança, cumplicidade e amizade sólida e inabalável”.
Outros membros da Corte também renderam suas homenagens. E foram muitos que, por quase duas horas, escolheram as palavras mais carinhosas e doces para registrar seu agradecimento, mas também suas lembranças, convivências, aprendizados proporcionados pela desembargadora Ana Amarylis. Em todos eles repetiram-se palavras como amor, alma, brilho, alegria, simpatia, acolhimento. Em quase todos, porém, repetiu-se a palavra luz! Além dos desembargadores, a homenageada também recebeu palavras de reconhecimento da procuradora-chefe do MPT-15, Alvamari Cassillo Tebet, do presidente da Amartra-15, Francisco Duarte Conte, e da advogada Tathiana Pitas.
Agradecimentos

A desembargadora Ana Amarylis, ao final da sessão, usou a tribuna para fazer os seus agradecimentos. Como ela mesma afirmou “é preciso agradecer, primeiramente a Deus, o patrocinador oficial dos meus sorrisos e de todas as bênçãos”. A magistrada, ainda emocionada, relacionou seus agradecimentos, procurando não esquecer ninguém, numa fala como ela mesma definiu como “Uma ode à gratidão” ou “Uma vida dedicada a um ideal”. E ela elencou todos aqueles que para ela são dignos de gratidão, começando pela família, seu gabinete e os servidores, seus juízes auxiliares quando na Administração (Renato Henry Sant’Anna, Marcelo Garcia Nunes, Marcos Porto, Levi Rosa Tomé e Lúcia Zimmermann, atualmente todos eles desembargadores), os terceirizados e os amigos, nominando muitos deles.
“Encerro um ciclo da magistratura, mas a cortina não está se fechando, ela se abre para novos desafios, novas possibilidades e novas formas de continuar servindo à humanidade”, concluiu a desembargadora Ana Amarylis. Com bom humor e cheia de ideias para o futuro, ela afirmou que já se prepara para assumir novas tarefas.
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