Tribunais de grande porte se unem para realização de audiência pública sobre as Metas Nacionais de 2027
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em conjunto com os quatro TRTs de grande porte (TRT-1 RJ, TRT-2 SP, TRT-3 MG e TRT-4 RS), realizou, nesta terça-feira, 9 de junho, uma audiência pública para elaboração da Proposta de Metas Nacionais do Poder Judiciário para o ano de 2027, em conformidade com a Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº. 221/2016, e com a Portaria CNJ nº. 471/2025, que estabelece o regulamento do Prêmio CNJ de Qualidade referente aos anos 2026 e 2027.
Conduzido pela presidente da Corte, desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, o encontro, realizado no Auditório da Escola Judicial da 15ª Região, reuniu magistrados, servidores, além de representantes do Ministério Público, Advocacia e sociedade civil. Integraram a mesa de trabalho, ao lado da presidente, os desembargadores Wilton Borba Canicoba (vice-presidente judicial), Renan Ravel Rodrigues Fagundes (corregedor regional), Andrea Cunha Guelfi (gestora de metas da 15ª) e a servidora Iara Cristina Gomes (assessora da Gestão Estratégica da 15ª). Pelos quatro tribunais, participaram da audiência o presidente do TRT-4, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, e os respectivos gestores de metas, desembargadores Marcelo Augusto Souto de Oliveira (TRT-1), Paulo José Ribeiro Mota (TRT-2), Antônio Gomes de Vasconcelos (TRT-3) e Alexandre Corrêa da Cruz (TRT-4).

Prestigiaram também presencialmente o evento os desembargadores Edmundo Fraga Lopes (ouvidor), Gisela Rodrigues Magalhães de Araujo e Moraes, João Batista da Silva, Renato Henry Sant’Anna, Scynthia Maria Sisti Tristão, Guilherme Guimarães Feliciano e Lúcia Zimmermann, os juízes Francisco Duarte Conte, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Amatra XV), Daniela Macia Ferraz Giannini e Sérgio Polastro Ribeiro (auxiliares da Presidência) e Alessandro Tristão e Andressa Venturi da Cunha Weber (auxiliares da Corregedoria), além do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Sindiquinze), José Aristéia Pereira.

A presidente Ana Paula Lockmann abriu a audiência ressaltando o caráter colaborativo da iniciativa que reuniu os cinco maiores tribunais trabalhistas do país em uma ação que “fortalece a integração institucional e a governança participativa no âmbito da Justiça do Trabalho”. A presidente ressaltou que “as Metas Nacionais do Poder Judiciário traduzem o compromisso dos tribunais brasileiros com o aperfeiçoamento contínuo da prestação jurisdicional e constituem diretrizes voltadas à promoção de uma Justiça mais célere, eficiente, acessível e transparente, orientada por resultados e alinhada às necessidades da sociedade”. E, segundo a magistrada, é com esse “espírito” que os TRTs se reúnem para promover um debate qualificado e responsável sobre as propostas de metas para 2027.

As Metas Nacionais
Ao longo de uma hora e meia de audiência, foram apresentadas as sugestões para algumas das Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2027. A gestora de metas do TRT-15, desembargadora Andrea Guelfi, lembrou que as primeiras discussões sobre essas metas ocorreram no último dia 11 de maio, em Brasília, “quando os tribunais puderam iniciar os debates técnicos e estratégicos relacionados às propostas em construção”. Em agosto, deverá acontecer nova reunião preparatória em que se dará continuidade ao processo de “alinhamento institucional e amadurecimento das propostas apresentadas”, e esse ciclo culminará no 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, onde ocorrerá a consolidação e aprovação das Metas Nacionais para o ano de 2027.
Entre as metas apresentadas na audiência, os participantes debateram sobre a Meta 1 (celeridade), que prevê o julgamento de mais processos que os distribuídos; Meta 2 (processos antigos), que prevê o julgamento dos processos mais antigos; Meta 3 (conciliação), que prevê o aumento do índice de conciliação; Meta 5 (eficiência), que prevê a redução da taxa de congestionamento; e Meta 9 (inovação), que prevê o desenvolvimento de projetos inovadores com foco na melhoria dos serviços judiciais e da organização.
Além dessas metas, foram abordadas também as metas específicas de número 1 (saúde e qualidade de vida do tribunal), 2 (aumento do índice de Promoção da Equidade Racial), 3 (aumento do índice de execuções extintas por satisfação da obrigação) e 5 (promover, no âmbito do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, pelo menos uma ação atinente ao programa, por meio do estabelecimento de parcerias interinstitucionais).
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