TRT-15 apresenta projeto de equalização da carga de trabalho durante reunião do Coleprecor

TRT-15 apresenta projeto de equalização da carga de trabalho durante reunião do Coleprecor
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O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região apresentou, nesta quarta-feira, 27/5, durante a 4ª reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho, em Brasília, o projeto “Simetria 15 – Justiça em Equilíbrio”. A iniciativa busca promover maior equilíbrio na distribuição da carga de trabalho entre magistrados do primeiro grau, por meio da atuação integrada em secretarias conjuntas e da redistribuição proporcional de processos.

"A desembargadora Ana Paula fala ao microfone"

A apresentação foi conduzida pela presidente do TRT-15, desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, pelo corregedor regional, desembargador Renan Ravel Rodrigues Fagundes, e pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Alessandro Tristão.
Ao iniciar a exposição, a presidente destacou o caráter institucional e contínuo do projeto, desenvolvido ao longo de diferentes gestões administrativas. Segundo a desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, a iniciativa teve origem em 2022, a partir do modelo Especializa & Equaliza, voltado à equivalência da força de trabalho entre servidores nas secretarias conjuntas.

“Essa é uma apresentação muito cara para o tribunal. É um projeto que começou em gestões passadas, quando iniciamos a equivalência da força de trabalho entre os servidores, mas foi exatamente nesta gestão da Corregedoria que houve a efetiva consolidação”, afirmou a presidente Ana Paula Lockmann, ao reconhecer a atuação do desembargador Renan Ravel e do juiz Alessandro Tristão no aprimoramento da iniciativa.

"O desmbargador Renan fala ao microfone"

Na sequência, o corregedor regional explicou que o TRT-15 possui atualmente 153 varas do trabalho organizadas em 10 secretarias conjuntas, reunindo entre 15 e 18 unidades em cada estrutura. O desembargador Renan Ravel ressaltou que o projeto contribui para racionalizar a organização das audiências e da atividade jurisdicional, além de enfrentar desafios relacionados ao déficit estrutural de servidores e magistrados e à desigualdade no volume processual entre as unidades judiciárias. “O modelo permite uma organização mais equilibrada da atividade jurisdicional, com reflexos diretos na eficiência da prestação jurisdicional”, destacou.

"O juiz Alessandro Tristão fala ao microfone"

O juiz Alessandro Tristão detalhou o funcionamento técnico do “Simetria 15”, destacando que o sistema adota critérios quantitativos e qualitativos para a distribuição processual. Segundo ele, além do número de ações, o modelo também considera a complexidade das demandas.

O magistrado explicou que a atribuição ocorre diariamente, por meio de sorteio automatizado e proporcional, permitindo que magistrados com carga inferior à média tenham maior probabilidade de receber novos processos até que se alcance o equilíbrio entre as unidades.
Tristão também enfatizou que o sistema preserva o princípio do juízo natural e a vinculação territorial dos processos. “O processo permanece na unidade de origem. O jurisdicionado e o advogado não precisam acompanhar redistribuições entre varas”, observou.

Ao encerrar a apresentação, o juiz destacou os impactos institucionais do projeto. “Muito mais do que a distribuição quantitativa e qualitativa da carga de trabalho, o Simetria faz uma distribuição mais justa do peso da responsabilidade institucional”, afirmou. “A Justiça que consegue se equilibrar para dentro se torna mais forte e mais equilibrada para entregar justiça para fora”, concluiu.

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Comunicação Social