TRT-15 constrói política de prevenção ao assédio com atuação integrada e foco na promoção de ambientes de trabalho saudáveis
A construção de um ambiente de trabalho cada vez mais saudável, respeitoso e colaborativo tem orientado a atuação do Subcomitê de Combate ao Assédio do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Em reunião realizada nesta quinta-feira (2/7) com o corregedor regional, desembargador Renan Ravel Rodrigues Fagundes, e o vice-corregedor regional, desembargador Edison dos Santos Pelegrini, o colegiado apresentou as principais iniciativas desenvolvidas recentemente e compartilhou um estudo elaborado a partir das rodas de conversa "Vamos falar sobre Assédio?", promovidas junto a servidores que atuam como assistentes de secretaria no primeiro grau de jurisdição.
O levantamento sistematiza percepções colhidas durante os encontros e reúne subsídios destinados ao aperfeiçoamento das relações de trabalho, especialmente diante das transformações organizacionais decorrentes da implantação do projeto Especializa & Equaliza, conduzido pela Corregedoria Regional. O novo modelo reorganizou as Varas do Trabalho em Secretarias Conjuntas, especializando equipes por fases processuais e equalizando a distribuição da força de trabalho entre as unidades.

Coordenado pela desembargadora Antonia Regina Tancini Pestana, o subcomitê atua em total alinhamento à Resolução CNJ n.º 351/2020, que instituiu a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação no Poder Judiciário. O colegiado reúne representantes da magistratura, dos servidores e dos funcionários terceirizados, trabalhando de forma integrada com diferentes áreas do tribunal, como Presidência, Corregedoria Regional, Escola Judicial, Secretaria de Saúde e Secretaria de Gestão de Pessoas. Além de monitorar a política institucional, o grupo promove campanhas educativas, ações formativas e espaços permanentes de diálogo, transformando as percepções colhidas nas rodas de conversa em propostas de aperfeiçoamento.
Segundo a desembargadora Antonia Pestana, a prevenção ao assédio exige um compromisso permanente de toda a instituição: "A Resolução n.º 351 do CNJ nos convida a olhar para o ambiente de trabalho de forma sistêmica. A prevenção ao assédio não se resume ao enfrentamento de situações já configuradas. Ela começa na construção cotidiana de relações pautadas pelo respeito, pelo diálogo e pela confiança."
O desembargador Marcos da Silva Porto, integrante do subcomitê e um dos responsáveis pela condução das rodas de conversa, observa que os processos de transformação institucional sempre demandam diálogo e adaptação. "O tribunal já viveu mudanças profundas, como a implantação do Processo Judicial Eletrônico, que alterou completamente nossa forma de trabalhar. Hoje experimentamos outra importante transformação organizacional. As rodas de conversa permitem compreender como essas mudanças são percebidas pelas equipes, identificar oportunidades de melhoria e fortalecer um ambiente baseado na cooperação, na confiança e no respeito mútuo."
Com essa abordagem sistêmica e contínua, o tribunal reafirma seu papel não apenas na aplicação da justiça, mas na vanguarda da construção de um ambiente corporativo mais humano. Ao transformar o diálogo em ferramenta de gestão, a instituição pavimenta o caminho para que o respeito mútuo e a cooperação deixem de ser metas normativas e se consolidem, definitivamente, como pilares da sua cultura organizacional.
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