Exposição “O aroma das cores” no Espaço Cultural do TRT-15 convida visitantes a uma experiência sensorial
A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, abriu oficialmente nesta quinta-feira, 9/4, no Espaço Cultural “Desembargador Eurico Cruz Neto”, a exposição “O aroma das cores”, da artista plástica Michaela A F. O evento, que conta com a curadoria do desembargador Marcos da Silva Porto e da juíza Marina de Siqueira Ferreira Zerbinatti, integra a programação especial em comemoração aos 40 anos de instalação do TRT-15 e poderá ser visitada até o dia 21 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

Reafirmando o compromisso do Regional, ao longo de quatro décadas, de instituição pública que “também valoriza a cultura como instrumento de transformação e de conexão com a sociedade”, atuando em defesa da Justiça, da dignidade do trabalho e das pessoas, a presidente Ana Paula Lockmann ressaltou que, além das normas e decisões, a Justiça se constrói também “com sensibilidade, com escuta e com humanidade”, características que, segundo a magistrada, integram e revelam o poder da arte. “Ela nos convida a desacelerar, a perceber o mundo por outras lentes, a acessar dimensões que muitas vezes escapam à lógica estritamente racional”, e é justamente nesse ponto que “arte e Justiça se encontram: ambas lidam com o humano em sua complexidade”, afirmou.

Sobre a artista Michaela A F, a desembargadora Ana Paula destacou que o conjunto de suas obras em exposição convida “a explorar as cores, as transparências e as relações entre formas e planos” e “provoca a olhar com mais atenção, a sentir com mais profundidade, a aceitar que nem tudo precisa ser linear ou definitivo”. Suas telas guardam “uma atmosfera que dialoga com a memória, com a percepção e com as relações, inclusive as relações humanas, que estão no centro da nossa atuação institucional”, concluiu.

O curador do Espaço Cultural do TRT-15, desembargador Marcos Porto, fez uma apresentação especial da artista plástica, amiga de infância de sua irmã, e que construiu sua trajetória profissional em São Paulo, onde mantém seu atelier. O desembargador também ressaltou sua alegria em trabalhar como curador do Espaço Cultural, com apoio da juíza Marina Zerbinatti, uma atividade muito importante “de conexão com outros segmentos e de diálogo com as pessoas”. Paralelamente a outras atividades institucionais, desenvolvidas em comitês temáticos e na Escola Judicial, a curadoria se destaca, segundo o magistrado, por sua “função afetiva” e pela importância de promover a arte como fator de “serenidade e paz”, condições essenciais e necessárias para julgar.

A artista plástica Michaela A F afirmou que é a primeira vez que apresenta publicamente seus trabalhos em Campinas. Acostumada a expor em espaços públicos no Brasil e no exterior, como museus e bibliotecas, a artista contou que é inédita também a experiência em apresentar sua obra num órgão da Justiça, e por isso agradeceu à Presidência do TRT-15 pela oportunidade da exposição e pelo “zelo de cuidar do Espaço Cultural” localizado em sua sede judicial.

A mostra reúne aproximadamente 65 obras, entre telas, vidros, tecidos e instalações. Marcada por uma “experiência sensorial”, a coleção “O aromas das cores” foi inspirada na percepção da artista das semelhanças entre dois universos: degustação e pintura, ambos com pontos em comum como “transparência, intensidade e textura”. Ela já havia pintado antes inspirada no aroma e sabor de elementos como mel, sal e limão, e o que esses elementos despertam no espírito, porém, obedecendo a um desafio constante que move a artista, em busca da criação de algo novo, a série atual nasceu de sua aproximação com o universo do vinho, em viagem realizada na França, onde também fez a apresentação desta série em 2024 e 2025.

Aos visitantes do Espaço Cultural para essa exposição, a artista elaborou um singelo desafio sensorial, que os convida a aliar observação visual de algumas telas, percepção do perfume de óleos essenciais guardados em difusores dispostos no ambiente e imaginação livre para relacionar o ato de “comer e cheirar a obra. Que cheiro ela tem?”, desafia a artista.
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